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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Beijo

Um beijo precisa de muito pra acontecer.




Precisa de olhar, precisa de intuição, de feeling. Um beijo precisa ser provocado, às vezes até planejado. Tem que condizer com as intenções: ser suave ou quente, a depender do que seja de verdade.


Um beijo não dura pouco nunca, porque ele cabe no instante das sensações, do que faz ver ou sentir. Ele diz coisas que precisam de um bom intérprete pra perceber. Precisa de conexão.



O beijo é exigente, ele cobra desejo. Seja a boca, o corpo ou a mente, algo tem que ser irresistível para o indivíduo que faz acontecer o beijo. E tem que fazer acontecer.  Um beijo talvez precise até de cálculo.



Um beijo precisa prender, encantar. Precisa atrair, quer possuir. Faz esquecer, também. Faz imaginar, sonhar, enxergar…








Um beijo não precisa de amor, mas precisa de sentimento – não exatamente pela pessoa, mas pelo próprio beijo: ele é egoísta.




O beijo precisa, principalmente, inspirar outro beijo. Um beijo que nunca se repete é o produto que só se compra uma vez e causa arrependimento; é o não olhar pra trás pra continuar a ver aquele rapaz alto que passou do seu lado.



O beijo é como o Marketing: ele tem antes, durante e depois. Não deve ser bom em Marketing quem não é um bom beijador.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A escolha

Alguém já ouviu a teoria dos sete anos? Que de sete em sete anos há uma grande mudança, bababa…


Bom, eu estou no terceiro 7, tenho agora 21. É provavelmente uma fase de transição.

Nesses momentos, você (não pode ser só eu, come on) pára e reflete, com atenção, que escolhas tomar, sabendo que as opções levam a caminhos totalmente distintos, então é preciso ter calma para escolher o melhor.

A maioria dos adultos ou idosos que eu conheço tem melancolia  por algo que fizeram ou deixaram de fazer em suas vidas – pode ser um detalhe ou uma grande frustração.




Anos atrás, eu devia ter uns treze anos, meu pai conversou comigo por telefone sobre “ e se a outra escolha fosse melhor?” Eu disse a ele que acho que a melhor escolha é sempre a que a gente tomou.

Primeiro, porque acho que deveria ser a melhor mesmo quando você as analisou. É como pensar num namoro ruim e concluir: “por que mesmo eu namorei-o(a)?” Mas, acredite, na hora fazia sentido.

Segundo, porque às vezes sinto que nem é tanto como se tivéssemos realmente opções. A maioria das pessoas só pode ter uma vida, então geralmente caminham na direção do que acham melhor.

Quando escolhi publicidade, colegas – e as mães de alguns deles – me disseram que eu estava desperdiçando inteligência em não fazer medicina ou direito. Mas não consigo me ver mais feliz do que me sinto com minha área se eu tivesse cursado qualquer um desses.


Talvez a alma escolha por nós.




Então, mesmo que eu devaneie por entre os dedilhados do violão e a voz dele, mergulhando através de lembranças e planos, com duas garotinhas branquelas, cabelos pretos semi lisos e de narizes vermelhos, eu sei que os meus pezinhos estão virados pro outro lado, e eu estou andando,  porque algo em mim diz que é assim que tem que ser, e simplesmente devo dar Adeus àquele mundo pronto o qual provavelmente não terei como viver...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Projeto Enjoy your age - Curta a sua idade.

Falta menos de um mês para o meu aniversário, estive pensando em coisas nostálgicas, e então resolvi tentar uma coisa...
Praia de Ipitanga. Foto: Luma Pinto

A proposta é: eu não quero um dia pensar em quando eu tinha 15, 18 ou 20 anos e sentir vontade REAL de voltar no tempo. Eu quero sentir que vivi tudo o que havia para viver, e não me arrepender. Um dia vou me casar, ter filhos, me aposentar, e as diversões serão outras, mas agora...
A ideia é aproveitar tudo o que sua idade te permite, a cada ano. É uma tentativa, mas quem sabe dá certo...=)

Com 20, fiz algumas coisas, vou recapitular:

*Dediquei-me a conhecer melhor minha nova turma na faculdade, entrei para a Comissão de Formatura e formei um grupo de trabalho.

Foto: Ilana Glacy
*Cantei em vários eventos com minha banda, a Kararoots, num astral muito gostoso desde os ensaios às apresentações, de sessões de fotos de frente ao mar, de conversas... de tocar no Ecoreggae com Planta e Raiz, no Emes, mas também tocar no Bugio, logo depois de Molejo.

*Descobri quantas variações existem no reggae, ouvi S.O.J.A., pirei com Hebron, do Groundation e senti o coração pular enquanto assistia às duas bandas no Reggae Power Festival, na praia de Ipitanga.

*Conheci pessoas, não só pela banda, mas pelo Inglês, festas, viagens...

*Viajei no Carnaval para Olinda, conheci pessoas daqui e de lá, fiquei num apê com minha irmã 10 anos mais velha e os amigos que ela fez enquanto cursava jornalismo na Paraíba, anos atrás, vivendo num clima perfeito de união com esse grupo que, mesmo com outras experiências de vida, outra fase profissional, me acolheram com muito carinho. Fui a Recife antigo, aquela maravilha mística, que mistura os sons atuais com um cenário que remete a Veneza, que me fez sentir em um daqueles antigos bailes europeus, com fantasias e tudo o que se tem direito...

Foto: Luma Pinto
*Viajei para o Rio Grande do Sul mas também para São Cristóvão e Japaratuba, aqui do lado. Me deliciei no Vaza-barris, aqui pertinho, no povoado de areia Branca.

*Fui a baladas e a missas, sorri e chorei, cantei, pulei, fiquei bêbada umas três vezes...

Foto: Nara Lemos

 *Terminei um namoro, meti-me em enrascadas, tudo ao seu tempo. Me apaixonei perdidamente em algumas semanas, abandonei o desejo instantes depois...escrevi. Abri esse blog, por onde espalho minhas ideias, nem sempre certas, nem sempre aceitas.

*Toquei também. Cantei, fiz duetos, fiz lual na praia, no rio, na varanda...

*Aprofundei minhas amizades, vi o quanto são preciosas as pessoas com quem vivo em aracaju, em especial Ton, Inês, Juci, Patrick e Erick.

*Pude conhecer melhor minha parceira com quem tenho tanta sintonia, Deborah: canta comigo, vai à praia comigo, festa...

Foto: PotteringSE
*Vivi para ver a saga Harry Potter quase acabar, com a estreia de As Relíquias da Morte - parte 1, ao lado de meu querido Adler e uma trupe de fãs emocionada e emocionante na contagiante pré-estreia, depois de pegar um táxi do Estúdio 3 (Siqueira Campos), onde ensaiava com a Kararoots, diretinho pro filme, (no Shopping Jardins) com um coração que quase saltava do peito. (Gosto de Harry Potter, e daí? Meu professor coleciona bonecos da Marvel...;p)

*Conheci a Funcaju, trabalhei no São João, conheci músicos e histórias interessantes com o Forró Sergipano, e personalidades admiráveis, como o professor Paulino.

Foto:Ton Souza
*Ganhei uma prancha, levei uns caldos, entrei no mar. Senti a liberdade e a leveza, flutuei...Andei de patins, relembrei do skate, fiz Rafting, Escalada, Acquabol, SpaceJump, caiaque, surf no rio, desci de Tirolesa, mas também tentei o GuitarHero, joguei imagem e ação, Monopoly Deal, Uno, War, baralho.

 *Assisti a muitos filmes - que o digam as aulas de Cristiano -, li dos clássicos "O retrato de Dorian Gray" e "Morro dos ventos uivantes" ao romântico-bobinho "Querido John", e curti-os, pois de cada livro ou filme, por mais bobo que seja, se aprende muita coisa, seja pelas ideias contidas na história ou pela forma de contá-la.

*Viciei em Supernatural e Glee, melhorei consideravelmente o meu Inglês.

Foto: Luma Pinto
*Recebi bilhetinhos modernos, originais e desafiadores, enviei cartinhas, me envolvi, desapeguei, estou aqui: viva, inteira e feliz.

*Já fiz a responsável por uma exposição fotográfica rir porque eu puxei meu amigo para um beijo quando ele tinha apenas virado para comentar algo sobre a foto comigo. Ele gostou - eu também.

*Perdi minha querida tia, mas não antes de aproveitar todos os momentos possíveis com ela, que mesmo muito doente era sempre tão agradável, tão pra cima.

*Vi o sol nascer e se pôr diversas vezes, virei noites, fui dengada pela minha mamãe, toquei piano com minha sobrinha de menos de um aninho, Illa, sentada no meu colo e apertando as teclinhas, passeei com meu pai, conversei e curti com minhas três irmãs, estive com meus tios e primas.

*Estudei também. Me encanto cada dia mais com o meu curso e as possibilidades. Montei um bom grupo de trabalhos, me deliciei com as atividades do período.

*Tive que aprender não só a conquistar coisas novas, como saber a hora de ter que abandonar coisas em prol de mim mesma.

*Ganhei um novo piano, onde eu falo o que sinto sem dizer uma palavra, minha confissão solitária e pessoal.

Foto: Rebeca Pinto
*Toquei e cantei entre amigos, no Ensecom, participei de palestras incríveis, deixei o cabelo crescer e, mais recentemente, pintei-o de uma forma um pouco incomum.

E ainda tenho uns 20 dias para adicionar mais coisas aos meus 20 anos. Como essa viagem como a minha família, por exemplo. 

Óbvio que não escrevi aqui tudo o que aconteceu, afinal, um ano não cabe numa postagem, assim como tudo o que eu quero não cabe em 365 dias. Sobraram coisas que eu vou fazer com os 21, 22, e assim por diante. 
O que sei é que concluirei os meus 20 anos em alto estilo.

Quer tentar também? Relembre algumas coisas que você fez este ano das quais mais gostou, e veja o quanto você aproveita o tempo. 

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Música e gritinhos.

 Tenho uma afinidade particular por musiquinhas gritadas, onde você sente que aquilo só poderia ser expresso mesmo daquela maneira, que faz você se sentir na história e entender. É o caso de Leave, de Glen Hansard, uma das músicas do filme Once-Apenas uma Vez. Ele diz à mulher para partir, e vai gritando perto do fim de uma maneira que você quase sente como se você fosse a mulher e ele estivesse te expulsando, de forma que torna real e espontânea a história, não acha? Eu choro.

Outra que gosto muito é “Quem vai dizer Tchau”, do Nando Reis. No refrão, ele vai abaixando a voz, cantando calminho, falando do amor. Aos poucos ele vai aumentando a intensidade, tudo a ver com a letra, que diz: “A gente não percebe o amor que se perde aos poucos sem virar carinho/Guardar lá dentro o amor não impede/ que ele empedre, mesmo crendo-se infinito” aí é quando ele alteia de vez a voz, como se realmente estivesse expulsando o amor, cantando e gritando “tornar o amor real é expulsá-lo de você pra que ele possa ser de alguém”. Poético.
O que dizer então de “porque que a gente é assim?”, de Cazuza, cantada por Barão Vermelho? Tanto o som te faz pensar em festa e bebedeira quanto a letra e a forma como o Frejat canta dá graça às frases “você tem exatamente três mil horas pra parar de me beijar”. Adoro. ;)


Por último, tem “Esse é o remédio”, de Planta e Raiz, musiquinha que fala de paz, e, lá pro fim, o Zeiden dá uns gritinhos, como que reafirmando que “ a humanidade precisa do amor, do amor, do amor, do amor” =). Linda, gosto muito.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Repertório para o Voz e Violão antes da palestra do Ensecom

Geente, tô dando uma revisada para fechar o repertório (que tem que ser pequenino, é só meia horinha) de músicas pra tocar no Ensecom. (para quem não sabe o que é, vê lá o twitter deles: @Ensecom)


Tema de Amor - Marisa monte - dica de Samara Batista (@) 
João e Maria - Chico Buarque - dica do Arthur Fernando Ziguratt (@ )
Meu eu em você - Victor e Leo
Nós - Cássia Eller - dica do Lucas Gigi (@ )
Do lado de cá - Chimarruts 
Dessa vez - Nando Reis - dica de Aline Lisboa (@)
Carnavália - Tribalistas -  dica de Samara Batista (@) 
Tema de Amor - Marisa Monte -  dica de Samara Batista (@) 








Falta escolher uma de Vanessa da mata, qeu eu adoro =p
entre
Amado
Ainda bem
Ai, ai, ai, ai
Não me deixe só
Essa nossa canção




porque sugeriram Vermelho, mas eu não conheço...aí só se der tempo, ok?


Caso haja alterações, eu edito aqui =p